A Natulab, empresa farmacêutica especializada em medicamentos de venda livre e fitoterápicos, passou por uma transformação significativa nos últimos meses, segundo seu presidente do conselho de administração, Ronnie Motta.
Após a aquisição do controle da empresa pelo fundo de investimento Pettra, a Natulab obteve um aporte de aproximadamente R$ 180 milhões. Este investimento foi crucial para sanar problemas financeiros antigos.
Com a injeção de capital, a Natulab conseguiu reverter seu patrimônio líquido, antes negativo, e reduzir sua dívida de nove dígitos para menos da metade.
"A dívida estava muito cara pelo risco da companhia, que vinha com o Ebitda próximo de zero nos últimos anos", afirmou Motta ao InfoMoney.
Apesar de não divulgar números precisos por não ser uma empresa de capital aberto, Motta garante que a Natulab finalizou 2024 com o maior Ebitda de sua história, e um crescimento de 35% no faturamento.
O crescimento, porém, não se deveu ao aumento de unidades vendidas (que se manteve em 150 milhões), mas sim à melhoria das margens de lucro. A empresa fez ajustes em seu portfólio, controlando descontos e evitando vendas com margem negativa.
"Crescemos adequando e rentabilizando o portfólio", explica Motta. "Olhamos cirurgicamente para cada pedido de venda, alteramos descontos. Definimos que não podíamos vender nada com margem negativa".
A Natulab, dona de marcas como Seakalm e Maxalgina, busca expandir sua presença nas grandes farmácias, atualmente responsáveis por apenas 20% de sua receita. A empresa investe em marketing para aumentar seu reconhecimento de marca e busca novos contratos de terceirização da produção.
Atualmente, a Natulab produz para sete grandes clientes, cinco dos quais foram conquistados no último ano. Sua capacidade produtiva é alta, permitindo um baixo custo de produção e vantagens de escala. O faturamento da Natulab em 2023 foi de R$ 500 milhões, segundo apuração do InfoMoney.
Com investimentos de R$ 50 milhões em expansão, a capacidade de produção da Natulab passará de 240 milhões para 480 milhões de unidades de medicamento líquido. A empresa também planeja expandir a produção de suplementos e reativar marcas como creatina e whey protein. A meta é produzir entre 180 e 200 milhões de unidades em 2025.
No futuro, a Natulab estuda dividir suas empresas em unidades de negócio distintas, entrar em novos mercados (cosméticos e higiene pessoal), e realizar aquisições ou joint ventures.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






