O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou na sexta-feira, 17 de novembro de 2023, a suspensão das negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN) após uma significativa escalada de violência no país.
Segundo relatos militares, cinco grandes confrontos foram registrados na mesma região, envolvendo também pistoleiros do ELN. O general Luis Emilio Cardozo afirmou que o grupo utilizou listas para perseguir seus alvos.
"Eles usaram listas para perseguir alvos." concluiu o general Luis Emilio Cardozo.
Aterrorizados, civis colombianos buscaram refúgio na Venezuela, atravessando o rio Tarra em embarcações improvisadas. Outros deslocados encontraram abrigo nas cidades de Tibú e Cúcuta, enquanto o Exército colombiano reforçava a segurança na região com mais de 5.000 soldados.
A violência não se restringiu a uma única região. No norte do país, o ELN confrontou o Clã do Golfo, principal cartel de drogas da Colômbia, resultando em nove mortes.
Em Catatumbo, escolas foram transformadas em abrigos para deslocados, interrompendo as aulas. Apesar dos esforços de proteção, a região permanece um símbolo do conflito armado colombiano, que em seis décadas já deixou mais de 9,5 milhões de vítimas, a maioria deslocada de suas casas.
A suspensão das negociações de paz com o ELN levanta preocupações sobre o futuro do processo de paz na Colômbia e a segurança da população civil. A situação exige uma resposta contundente e efetiva das autoridades colombianas para conter a violência e proteger os civis.
Os desafios para o governo Gustavo Petro são enormes, diante da complexidade do conflito e da influência de grupos armados ilegais no país. Resta saber quais medidas serão tomadas para retomar o diálogo e garantir a segurança da população.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






