A semana encerrou com o Ibovespa atingindo um novo patamar histórico, fechando a sexta-feira (29) com alta de 0,26%, aos 141.422,26 pontos. Esse desempenho notável impulsionou o mês de agosto a um ganho acumulado de 6,28%, consolidando o terceiro trimestre de 2025 com um aumento de 1,85% e o ano de 2025 com uma valorização de 17,57%. A máxima histórica alcançada durante o pregão foi de 142.378,69 pontos.
No cenário cambial, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com uma leve alta de 0,29%, cotado a R$ 5,422 para venda e R$ 5,421 para compra. Apesar da valorização diária, a moeda americana registrou uma baixa mínima de 0,01% na semana e uma queda de 3,18% em agosto.
Os mercados internacionais apresentaram um panorama misto. Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em leve alta nesta segunda-feira (1°), em um dia de feriado do Dia do Trabalho, com os mercados à vista de ações e títulos fechados. Na Europa, as bolsas avançaram, recuperando-se da liquidação da semana passada, com destaque para as ações da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que subiram 3% após a divulgação de dados positivos sobre seu medicamento Wegovy.
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, com as fabricantes de chips sofrendo perdas após os EUA retirarem isenções que permitiam o uso de tecnologia americana na China. No entanto, as ações da Alibaba listadas em Hong Kong dispararam mais de 19%, impulsionadas pelos fortes resultados trimestrais de sua unidade de computação em nuvem e pela divulgação de detalhes sobre seu novo chip de inteligência artificial.
Análise do Cenário Econômico
O mercado acompanha com atenção a divulgação do boletim Focus, que traz as expectativas para a economia brasileira. A primeira semana de setembro também será marcada pela expectativa em relação à trajetória da taxa de juros dos EUA, com os investidores de olho nos dados dos setores de indústria, serviços e emprego, que podem influenciar as decisões do Federal Reserve.
No Brasil, além do Focus, o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado também estará no radar dos investidores.
Confiança Empresarial em Queda
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 2,4 pontos em agosto, atingindo 88,2 pontos. Após três quedas consecutivas, o índice retorna à faixa dos 80 pontos pela primeira vez desde março de 2021.
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