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Advogados denunciam Moraes à OAB por cerceamento de defesa no STF

Por Redação
Advogados denunciam Moraes à OAB por cerceamento de defesa no STF
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Em um desenvolvimento que suscita debates acalorados no meio jurídico, os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Fernandes formalizaram uma denúncia impactante junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O motivo? Alegadas violações de suas prerrogativas profissionais durante uma audiência realizada no próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

O incidente, ocorrido na última quarta-feira, 16, durante a instrução da Ação Penal n° 2693, que tem Filipe Martins como um dos réus, lançou uma sombra sobre o processo legal. Segundo os defensores, dois episódios centrais configuraram um cerceamento inaceitável de seu trabalho: a recusa do relator, ministro Alexandre de Moraes, em intimar testemunhas cruciais indicadas pela defesa, e a abrupta cassação da palavra de Chiquini durante a sessão.

Detalhes da Denúncia

No documento protocolado, os advogados não poupam críticas ao ministro, alegando que ele "esvaziou a garantia de acesso à prova e transformou a produção probatória da defesa em uma obrigação unilateral desprovida de amparo institucional". A controvérsia reside na decisão de Moraes de que as testemunhas deveriam comparecer independentemente de intimação judicial, uma medida vista pelos advogados como um golpe à sua capacidade de construir uma defesa robusta.

A denúncia detalha ainda um momento particularmente tenso, quando Moraes teria silenciado o microfone do advogado de defesa e, em seguida, proferido a frase incisiva: "Cassei sua palavra". Para Chiquini e Fernandes, esse episódio representa uma afronta direta ao Estatuto da Advocacia, que assegura o direito de uso da palavra ao advogado em qualquer juízo ou tribunal, e à própria Constituição Federal.

O Que Esperam os Advogados?

Diante do que consideram uma grave violação, os advogados solicitaram à OAB uma série de medidas. Entre elas, destacam-se a requisição da íntegra audiovisual da audiência, a apuração da conduta do ministro relator pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a emissão de uma nota pública de repúdio, com a possibilidade de uma representação junto ao Congresso Nacional.

Os signatários da denúncia enfatizam que este não é um caso isolado, alertando para o risco de que, sem uma reação institucional firme, "a defesa seja rebaixada a um papel meramente decorativo no processo penal". Uma advertência que ecoa a preocupação com a preservação dos direitos e garantias no sistema jurídico.

Em suas considerações finais, os advogados Chiquini e Fernandes argumentam que "permitir que a voz de um advogado seja calada por um magistrado, sem reação enérgica da instituição, é autorizar que o medo substitua a coragem, e que a arbitrariedade se imponha sobre a legalidade".

Até o momento, a OAB não se manifestou publicamente sobre o mérito da denúncia. No entanto, a entidade confirmou o recebimento do documento e o encaminhou para a análise do diretor de prerrogativas da seccional do Paraná, Geovanei Leal Bandeira.

Aguardemos os próximos capítulos desta história que envolve o STF, a OAB e o futuro do direito de defesa no Brasil.

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