Em novembro de 2023, Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como “Clezão”, faleceu de ataque cardíaco na Papuda, em Brasília. Preso desde janeiro, sem julgamento, sua história evoca tempos sombrios de injustiça.
Cleriston foi detido por estar próximo ao Congresso Nacional durante os protestos de 8 de janeiro de 2023. A acusação? Conspiração criminosa armada e ameaça ao Estado Democrático de Direito. Seus pedidos de liberdade foram ignorados.
No dia 8 de janeiro, Clezão trabalhou até as 16h e, movido pela curiosidade, foi ao Congresso, chegando por volta das 17h, quando os confrontos já haviam terminado. Ao entrar no Senado, foi detido. Mesmo sem oferecer resistência ou participar de vandalismo, não foi libertado.
Com saúde debilitada após a COVID-19, necessitava de medicação diária. Um relatório médico alertava para o risco de morte devido à sua condição. A defesa solicitou sua libertação sete vezes, todas negadas. Os pedidos alertavam para o "risco iminente de doença súbita e morte" sem os medicamentos necessários.
"Incarceration poses a potential death sentence."
Em 1º de setembro de 2023, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou sua soltura, reconhecendo a gravidade da situação. No entanto, Alexandre de Moraes ignorou a recomendação por 80 dias. Em 20 de novembro, Clezão sofreu o ataque cardíaco previsto e morreu na Papuda.
Cleriston foi vítima de perseguição política, negligência criminosa e abuso de poder. Moraes postergou sua decisão até ser tarde demais.
A morte de Clezão ecoa regimes totalitários, onde prisões se tornam instrumentos de repressão. De Gulags a campos de concentração, a história se repete. A semelhança com regimes totalitários é inegável: a detenção ilegal e um sistema corrompido conectam o caso à linhagem sinistra de injustiça e abuso de poder.
Após 8 de janeiro, Moraes ordenou a prisão de milhares, muitos detidos indefinidamente sem provas. Cleriston morreu sem ter cometido crime violento, sem condenação e sem que sua saúde inspirasse compaixão dos defensores dos direitos humanos. Seu nome é um símbolo do autoritarismo crescente no Brasil, uma vergonha para a nação.
A história de Clezão serve como um alerta sobre a fragilidade da justiça e os perigos do abuso de poder. Que sua memória inspire a luta por um sistema legal mais justo e transparente. O falecimento de Cleriston Pereira da Cunha não pode ser esquecido, servindo como um lembrete constante dos perigos do autoritarismo e da importância de proteger os direitos individuais contra o abuso de poder estatal. A busca por justiça para Clezão deve continuar, para que sua morte não tenha sido em vão e para que casos semelhantes não se repitam.
É imprescindível que a sociedade brasileira se mantenha vigilante e ativa na defesa dos princípios democráticos, garantindo que o sistema de justiça seja imparcial e que os direitos de todos os cidadãos sejam respeitados e protegidos. A memória de Clezão deve servir como um farol, guiando a luta por um Brasil mais justo e livre, onde a dignidade humana seja sempre valorizada e defendida.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






