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Riscos Econômicos Brasileiros: Juros, Dívida e Gastos

Por Redação
Riscos Econômicos Brasileiros: Juros, Dívida e Gastos
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O cenário macroeconômico brasileiro apresenta riscos significativos em 2025, de acordo com especialistas.

Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset, e Solange Srour, diretora de macroeconomia no UBS Global Wealth Management, apontam preocupações com a nova diretoria do Banco Central, especialmente Gabriel Galípolo, a credibilidade do governo, as despesas públicas ainda elevadas e a possibilidade de cortes de juros antes do ideal.

Genta destaca gastos fiscais, queda no desemprego e aumento do consumo como fatores que, em sua visão, indicam que a taxa de juros Selic ainda não está alta o suficiente para controlar a inflação.

"Uma Selic em torno de 14%, 15%, com esse novo prêmio de risco, parece que não vai funcionar. No nosso cenário, mantemos potencial de Selic em 15,5%, com IPCA em 6%. O quadro, que era muito complexo em agosto, se tornou ainda mais desafiador." concluiu Genta.

A especialista Solange Srour ressalta o conflito entre políticas monetária e fiscal, agravado pela falta de confiança na estabilização da dívida pública.

"Outro problema é que a política monetária tem sido muito ‘estimulativa’ e terá que ser mais contracionista", afirma Srour. "O problema é gasto obrigatório crescendo de uma maneira muito maior que o teto permitido pelo arcabouço e, infelizmente, a política monetária terá que fazer muito mais."

Para ambos os especialistas, a situação econômica brasileira é complexa e demanda atenção. O aumento dos gastos obrigatórios, superior ao limite imposto pelo arcabouço fiscal, adiciona pressão sobre a política monetária.

A falta de confiança na capacidade do governo em controlar a dívida pública é outro fator relevante. A avaliação da credibilidade do Banco Central e de seus diretores, em especial a de Gabriel Galípolo, também é crucial para a estabilidade econômica.

A manutenção de uma taxa Selic em patamar elevado e o controle da inflação são considerados essenciais. A capacidade do governo em equilibrar as políticas fiscal e monetária, buscando confiança e estabilidade, será um fator-chave para a economia brasileira em 2025.

O debate sobre os riscos macroeconômicos do Brasil, envolvendo nomes como Fernando Genta e Solange Srour, reforça a necessidade de acompanhamento atento da situação e das medidas governamentais.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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