A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e Threads, anunciou o fim do seu programa de checagem de fatos. A decisão, divulgada em setembro de 2024 pelo CEO Mark Zuckerberg, gerou debates sobre liberdade de expressão e disseminação de informações falsas.
Segundo a Meta, o objetivo é buscar um equilíbrio entre liberdade de expressão e segurança. A empresa argumenta que o sistema anterior de checagem de fatos, em vigor por anos, limitava o debate político legítimo.
"Como parte desse processo de construção e lançamento, esperamos publicar mais informações sobre como as Notas da Comunidade funcionarão, incluindo os nossos planos para quaisquer relatórios de transparência relacionados à sua utilização." concluiu a Meta em comunicado.
Em resposta a questionamentos da Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil, a Meta reafirmou seu compromisso com os direitos humanos e a segurança, afirmando que suas políticas refletem a busca por dar voz às pessoas e promover oportunidades econômicas. A AGU, no entanto, considerou os termos de uso da Meta inadequados à legislação brasileira.
"Buscamos dar voz às pessoas; servir a todos; promover oportunidades econômicas; viabilizar que as pessoas se conectem e construam comunidades; manter as pessoas seguras e proteger a privacidade. Nossas políticas são um reflexo disso." disse a Meta.
O novo sistema, chamado Notas da Comunidade, transferirá a responsabilidade de checagem de fatos para os próprios usuários. Usuários poderão sinalizar publicações potencialmente enganosas, ao invés de depender de especialistas independentes. A Meta justifica a mudança alegando que especialistas podem ter vieses em suas avaliações.
"Os especialistas, como todo mundo, têm suas próprias inclinações e perspectivas. Isso ficou evidente nas escolhas que alguns fizeram sobre o que e como checar fatos... Um programa destinado a informar muitas vezes se tornou uma ferramenta de censura." informou a Meta.
Apesar da mudança, a Meta garante que continuará removendo conteúdo ofensivo e desinformação em casos de risco iminente de lesão corporal ou interferência em processos políticos como eleições. A empresa afirma que focará seus sistemas de moderação em violações de alta gravidade, como terrorismo e exploração sexual infantil.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, defendeu a mudança como um movimento em direção à liberdade de expressão, afirmando que trabalhará com Donald Trump para impedir a censura por governos. Zuckerberg também expressou preocupação com a atuação de tribunais na América Latina que, segundo ele, podem ordenar a remoção de conteúdo silenciosamente.
A decisão da Meta levanta preocupações sobre o aumento da desinformação online e o potencial impacto nas eleições e no debate público. A empresa afirma que a nova abordagem visa empoderar seus usuários, mas críticos argumentam que isso pode levar a um ambiente mais hostil e polarizado nas redes sociais.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






