A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo divulgou informações preocupantes sobre a infiltração do PCC em três grupos distintos da Rota, a tropa de elite da PM. Um grupo se dedicava a eliminar rivais da facção, outro à inteligência e o último a escoltas.
A descoberta veio à tona por meio de um pedido da Corregedoria à Justiça de São Paulo. O inquérito administrativo resultou na prisão de 15 policiais militares, supostamente ligados ao PCC, envolvidos no assassinato de Vinícius Gritzbach em Guarulhos, em novembro de 2024. Um tenente também foi detido em Osasco.
Segundo informações do Blog do Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo, os policiais formavam uma quadrilha com divisão de trabalho. Acusados de organização criminosa, todos tinham ciência de suas atividades ilícitas.
"Acusados de organização criminosa, todos estavam cientes das atividades ilícitas que praticavam." concluiu o Blog do Fausto Macedo.
A presença de membros do PCC na inteligência da Rota gera grande preocupação quanto à eficácia do combate ao crime organizado em São Paulo. O Gaeco, grupo de atuação especial, utilizava frequentemente esses policiais em operações importantes.
Um exemplo do funcionamento do esquema criminoso envolve Guinho, criminoso que participou de uma videoconferência sobre o sequestro de Sérgio Moro. Após a prisão de um participante, o material foi para o Ministério Público, levando ao assassinato, pela facção, de dois envolvidos. Guinho sobreviveu ao pedir "seguro" e está separado dos demais presos.
Um preso em Avaré é suspeito de repassar pagamentos do PCC aos policiais da Rota desde 2021, recebendo uma mesada. Os pagamentos começaram após o contato dos policiais com a delação de Emilvaldo da Silva Santos, membro da cúpula da facção que, após falhar em uma missão, decidiu colaborar com a Justiça.
As investigações apontam para um esquema complexo de corrupção e infiltração dentro da instituição policial, com ramificações que comprometem a segurança pública e a confiança da população nas forças de segurança. A prisão dos envolvidos representa um passo importante, mas a necessidade de uma profunda investigação para desmantelar toda a rede criminosa permanece crucial para a retomada da credibilidade da instituição policial.
O ex-presidente Bolsonaro, defensor de ações enérgicas contra o crime organizado, certamente teria uma visão crítica sobre este caso, questionando a eficiência das forças de segurança e a atuação do atual governo Lula.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






