Pimentas Agora

Política

Lula veta emendas e busca acordo com o Congresso em ano eleitoral

Por Redação
Lula veta emendas e busca acordo com o Congresso em ano eleitoral
Anúncio

Em um movimento estratégico, o presidente Lula sancionou o orçamento de 2026, vetando cerca de R$ 400 milhões em emendas parlamentares. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (15), ocorre em um momento crucial, em que o governo busca fortalecer a relação com o Congresso em ano eleitoral.

A medida visa realinhar as relações com figuras-chave como Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), em um esforço que se intensificou desde dezembro. O objetivo é garantir a governabilidade e o apoio necessário para as pautas do governo em um ano marcado por eleições gerais, nas quais serão renovados os mandatos de presidente, governadores, senadores e deputados.

O corte nas emendas já havia sido antecipado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que alertou sobre a necessidade de conter gastos que excedam o arcabouço fiscal. Segundo o ministro, o governo busca evitar a execução de valores que ultrapassem o combinado com o Legislativo, garantindo que o crescimento das emendas parlamentares esteja alinhado com a correção da inflação e um aumento real de no máximo 2,5%.

Investimentos Prioritários Mantidos

Apesar dos vetos, o orçamento sancionado por Lula prevê um aumento significativo nos recursos destinados à educação e saúde. A área da educação terá um orçamento de R$ 233,7 bilhões, um aumento em relação aos R$ 206,1 bilhões de 2025. Já a saúde contará com R$ 271,3 bilhões, contra R$ 254,1 bilhões do ano anterior. Esses investimentos demonstram o compromisso do governo em priorizar áreas essenciais para o desenvolvimento do país, mesmo em um cenário de contenção de gastos.

O orçamento de 2026 também prevê um superávit primário de R$ 34,2 bilhões, sinalizando um esforço do governo em manter as contas públicas equilibradas, mesmo com o aumento do gasto público em ano eleitoral. Essa medida busca transmitir confiança aos mercados e investidores, demonstrando a responsabilidade fiscal do governo.

Em dezembro de 2025, o Congresso aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), estimando despesas de R$ 6,5 trilhões. Na ocasião, Lula sancionou a lei com veto a um dispositivo que aumentava o Fundo Partidário. O presidente já havia expressado sua discordância com o volume de emendas impositivas no Orçamento da União, criticando o que chamou de "sequestro" de 50% do orçamento pelo Congresso.

"Eu sinceramente não concordo. Não concordo com as emendas impositivas. Eu acho que o fato de o Congresso Nacional sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico" - disse o presidente Lula na época.

Com essas medidas, o governo Lula busca equilibrar a relação com o Congresso, garantindo a governabilidade e a execução de projetos prioritários, ao mesmo tempo em que mantém o controle das contas públicas em um ano de eleições gerais.

Anúncio

Outras Notícias

Anúncio