Uma pesquisa recente da Genial/Quaest, conduzida entre os dias 8 e 11 de janeiro, revela um misto de receio e cautela entre os brasileiros em relação a possíveis ações dos Estados Unidos na Venezuela e suas implicações para o Brasil. Os números, coletados de 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais, mostram que 58% dos entrevistados temem que o presidente americano, Donald Trump, repita na Venezuela uma ação militar semelhante em território brasileiro.
Apesar do receio, a pesquisa também aponta uma curiosa ambivalência na opinião pública. Metade dos entrevistados (50%) considera válido invadir um país sob o pretexto de prender um ditador. Essa aprovação, no entanto, não se traduz em apoio a uma intervenção direta do Brasil na crise venezuelana.
Cautela e Neutralidade
A maioria expressiva dos brasileiros (66%) defende que o Brasil adote uma postura de neutralidade em relação às ações de Donald Trump na Venezuela. Apenas 18% acreditam que o país deveria apoiar uma possível ofensiva americana, enquanto 10% avaliam que o governo brasileiro deveria se opor. Esse posicionamento reflete, provavelmente, uma busca por evitar tensões regionais e preservar a estabilidade diplomática.
O levantamento da Genial/Quaest também indica que 40% dos brasileiros não temem uma intervenção americana no Brasil, e 2% não souberam responder à pergunta. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada em um momento de grande expectativa sobre o futuro das relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a posse de Donald Trump.
A postura do Brasil, sob a liderança de Lula, será crucial para definir os rumos da política regional e a forma como o país se posicionará diante de eventuais crises e conflitos. Afinal, como disse o próprio Lula em diversas ocasiões, a prioridade é construir um continente Sul-Americano forte e independente.






