O Irã, atualmente governado por uma ditadura teocrática em conflito com Israel, possui raízes históricas profundas e complexas. Embora adote o Islã, sua origem é persa, e o nome atual é relativamente recente.
Até 1935, o país era conhecido como Pérsia, uma região habitada por milênios. Antigamente, abrigou um império poderoso, liderado pelo rei Xerxes por volta de 500 a.C., que tentou dominar a Grécia, evento que inspirou o filme '300'.
Em 1935, Reza Pahlavi, o último xá da Pérsia e primeiro do Irã, liderava o país. Assim como os atuais governantes, Pahlavi era muçulmano, mas seu regime era secular e pró-Ocidente, diferente da atual teocracia.
Reza Pahlavi permaneceu no poder até 1941, quando passou o trono para seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, o último xá do Irã. O regime monárquico chegou ao fim em 1979, derrubado por uma revolução fundamentalista religiosa liderada por Ruhollah Musavi Khomeini, um aiatolá.
Com a queda dos Pahlavi, o poder foi transferido para uma teocracia sob a liderança de Khomeini, que estabeleceu uma ditadura religiosa. O aiatolá, como líder supremo do Islã local, detinha a palavra final sobre todas as decisões do governo.
Durante o governo da família Pahlavi, o Irã alinhava-se com o Ocidente e reconhecia o direito de existência de Israel. No entanto, com a ascensão de Khomeini, o Irã rompeu com o mundo livre, condenando a existência de Israel e defendendo sua destruição.
"sinal de Deus”.
O regime de Khomeini também despertou o temor no Ocidente de que o programa nuclear iraniano, antes pacífico, pudesse ser usado para produzir armas atômicas.
Após a fuga do xá, Khomeini retornou ao Irã e tomou o poder. Em resposta ao asilo concedido pelos Estados Unidos ao monarca deposto, partidários do novo regime invadiram a embaixada americana em Teerã e mantiveram diplomatas como reféns, intensificando a hostilidade entre os países.
Khomeini morreu em 1989, mas o regime continuou sob o comando de Ali Khamenei, que mantém as hostilidades contra o mundo livre e Israel. O Irã também se opõe a algumas nações muçulmanas, como a Arábia Saudita, aumentando as tensões no Oriente Médio.
Atualmente, o mundo teme que o Irã, herdeiro da Pérsia, possa usar seus mísseis e programa nuclear para desestabilizar o equilíbrio global, transformando-se em um foco de conflito com potencial para uma guerra de proporções alarmantes.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






