A recente viagem de Lula ao Oriente tem gerado controvérsia devido aos altos custos e à presença de figuras não oficiais na comitiva. A imprensa identificou pelo menos 72 integrantes de órgãos ligados ao Planalto, além de parlamentares e autoridades, incluindo os ministros Mauro Vieira, Alexandre Silveira e Luciana Santos.
A presidência do Senado, representada por Davi Alcolumbre, também acompanhou Lula na viagem, aumentando ainda mais os gastos com a delegação.
A primeira-dama Janja viajou antes da partida oficial em um voo da FAB, que transportou o escalão avançado. Posteriormente, ela retornou ao Brasil em classe executiva, no trecho entre Paris e São Paulo, com um custo total de mais de R$ 60 mil. Janja justificou a antecipação afirmando que quis “economizar passagem aérea” ao integrar a equipe precursora, hospedando-se na residência do embaixador brasileiro em Tóquio.
"economizar passagem aérea" ao integrar a equipe precursora. - Janja
O grupo responsável por preparar a chegada do presidente, o chamado Escav, contou com 112 integrantes, em sua maioria militares, membros do GSI e diplomatas. Entre os participantes, estavam o fotógrafo pessoal de Lula, Ricardo Stuckert, integrantes do gabinete informal de Janja e a infectologista Ana Helena Germoglio, que atende o presidente. A presença de pessoas sem função governamental clara levanta questionamentos sobre a necessidade de tantos acompanhantes.
A logística da viagem envolveu hospedagens e deslocamentos em Anchorage, no Alasca, onde os voos da FAB fizeram escala. Só os pernoites no hotel Crowne Plaza custaram R$ 77,9 mil, enquanto o aluguel de veículos com motorista totalizou R$ 397,8 mil, pagos à empresa BAC Transportation LLC. Os gastos com transporte e hospedagem demonstram a magnitude dos custos envolvidos na viagem.
Entre os nomes com maiores despesas está Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), com R$ 112,2 mil em passagens e diárias. O deputado Juscelino Filho, ex-ministro das Comunicações, aparece em seguida, com R$ 99,6 mil. Ele ainda levou dois assessores ao Japão, ao custo adicional de R$ 106,9 mil.
as passagens foram compradas depois de uma pesquisa de preços por empresa contratada pelo governo. - MDIC
A viagem de Lula ao Oriente, com seus altos custos e a participação de figuras não essenciais, levanta sérias questões sobre a gestão dos recursos públicos e a priorização de gastos em um momento de dificuldades econômicas para o país. Enquanto o governo faz discurso de austeridade, os gastos da comitiva presidencial expõem uma realidade diferente, com despesas elevadas e questionáveis.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






