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Escândalo no MS: Desembargadores Suspeitos de Favorecer Grileiros

Por Redação
Escândalo no MS: Desembargadores Suspeitos de Favorecer Grileiros
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A Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2025, expôs um escândalo envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (Mato Grosso do Sul). Cinco magistrados, quatro afastados e um aposentado, são suspeitos de receber vantagens indevidas para proferir decisões favoráveis a grileiros.

Um dos principais alvos da investigação é o desembargador Marcos José de Brito Rodrigues, conhecido como "o Gordo". A PF encontrou indícios de que ele recebeu propina para reverter uma decisão judicial em um caso envolvendo um calote de R$ 2,6 milhões.

"Paulo, que horas você vai depositar o do Gordo aí?"
advogado Félix Jayme Nunes da Cunha, em conversa com Paulo Fenner.

Após um pagamento de R$ 15 mil, segundo o próprio advogado, o desembargador teria se mostrado satisfeito, indicando uma possível compra de decisão judicial.

Outro caso envolve a falsificação de escrituras para apropriação de terras na Fazenda Pauliceia. Osmar Jeronymo, ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), seus sobrinhos, e o empresário Percival Henrique de Souza Fernandes são suspeitos de usar documentos falsos para tomar posse de terras. Um laudo pericial da PF confirmou a falsidade da assinatura da verdadeira dona da terra, Marta Martins de Albuquerque.

Os desembargadores Sérgio Fernandes Martins, Marcos José de Brito Rodrigues, e Divoncir Schreiner Maran, hoje aposentado, são apontados como envolvidos em decisões que favoreceram os grileiros. Sérgio Fernandes Martins, que chegou a ser afastado, foi posteriormente reintegrado por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outros desembargadores investigados, Sideni Soncini Pimentel e Vladimir Abreu da Silva, também teriam tomado decisões favoráveis aos envolvidos, porém sem uma decisão final sobre o conflito até o momento. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) afirma que o caso está sob segredo de justiça e sob a jurisdição do STF.

A gravidade das acusações contra os desembargadores e a possível influência de grupos poderosos na justiça de Mato Grosso do Sul geram preocupações sobre a imparcialidade do sistema judiciário. A investigação permanece em curso, com o potencial de revelar ainda mais detalhes deste caso de corrupção.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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