Em meio a uma disputa acionária, o fundo de investimento controlado por Nelson Tanure conseguiu eleger um membro para o conselho de administração do GPA (Grupo Pão de Açúcar) durante a assembleia de acionistas realizada nesta segunda-feira. A decisão ocorre em um momento de mudanças significativas na composição acionária da empresa.
Nelson Tanure, que detém aproximadamente 7% das ações do GPA, havia proposto a destituição do conselho administrativo e a eleição de novos membros, incluindo três indicações suas. No entanto, a entrada de chapas apoiadas por Rafael Ferri e pela família Coelho Diniz alterou o cenário, diluindo os votos e dificultando a eleição de todos os seus indicados.
A estratégia de Tanure, segundo ele, visava proteger seu investimento diante de um cenário desafiador para o GPA.
"Optamos apenas por eleger um candidato independente e de nossa confiança, com profundo conhecimento do mercado de varejo, como forma de proteger nosso investimento, tendo em vista o cenário difícil que antevemos para o GPA." disse Tanure à Reuters.
No ano anterior, Tanure adquiriu ações do GPA e manifestou interesse em aumentar sua participação, comprando mais ações do grupo francês Casino, controlador da empresa brasileira.
O investidor Rafael Ferri, cujo grupo elegeu dois membros para o conselho, declarou que pretende adotar uma postura construtiva. Ele acredita que o valor de mercado do GPA está subestimado e busca dar mais visibilidade às ações da rede varejista.
"A companhia (GPA) deveria valer muito mais, o preço está longe da realidade," disse ele.
Ferri também se mostrou aberto a discutir ideias que possam beneficiar o grupo varejista.
Tanure expressou descontentamento com o rumo dos eventos, afirmando que a "corrida pelas ações não combina com o longo prazo", o que o levou a reconsiderar seus planos para o futuro do GPA.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






