O governo Biden retirou Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo, uma decisão baseada na ausência de informações que justifiquem a designação, segundo um alto funcionário anônimo.
"É um gesto de boa vontade para facilitar a libertação de pessoas detidas injustamente [em Cuba]"disse a autoridade.
A Casa Branca notificará o Congresso sobre a remoção, um processo que contou com a ajuda da Igreja Católica para criar um ambiente favorável à libertação de defensores dos direitos humanos. Igreja Católica espera uma libertação significativa de prisioneiros.
"Acreditamos que o número de pessoas que serão libertadas será significativo",afirmou a fonte oficial.
Em resposta, Cuba libertou 553 prisioneiros. Miguel Díaz-Canel, ditador cubano, comunicou a decisão ao Papa Francisco em janeiro. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba declarou que as libertações ocorreriam em breve.
A reaproximação com Cuba faz parte dos esforços de Biden para melhorar os direitos humanos na ilha. A decisão foi influenciada por líderes internacionais, incluindo Lula e o governo colombiano.
A decisão foi apoiada pela União Europeia, Espanha, Canadá, Colômbia e Chile, que viram no diálogo entre Cuba e a Igreja Católica um passo positivo. No entanto, a medida pode ser revertida pela administração Trump, que assumirá o poder em 2025. Donald Trump escolheu figuras como o senador Marco Rubio, crítico de Cuba, para cargos importantes.
Um funcionário sênior confirmou que há comunicação regular entre a administração Biden e a equipe de Trump sobre diversas questões, incluindo Cuba.
"Com relação ao novo governo, certamente ele terá a oportunidade de revisar essa posição também",acrescentou.
Os EUA mantiveram um embargo econômico a Cuba por mais de seis décadas. Cuba e os Estados Unidos possuem um longo histórico de tensões.
*Reportagem produzida com auxílio de IA






